terça-feira, 20 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

Neste tutorial aprenderemos a compactar arquivos com o WinRAR, tanto no formato ZIP quanto no RAR.


Neste tutorial aprenderemos a compactar arquivos com o WinRAR, tanto no formato ZIP quanto no RAR.

No dia-a-dia, nós fazemos Back up, download, enviamos e-mail com anexos, agrupamos vários em um só, guardamos em disco de capacidade limitada, entre outras. Todas estas tarefas são bastante facilitadas quando compactamos os arquivos. Vamos tomar por exemplos, o download e o envio por e-mail, duas tarefas comuns e que é praticamente inevitável usa-las sem arquivos compactados. O download se torna mais rápido, pois o arquivo é reduzido bastante em relação ao seu tamanho natural e com o envio de e-mail acontece o mesmo. Os arquivos compactados realmente facilitam nossa vida e sabendo disso vamos aprender a fazer isto direitinho.

Compactando um arquivo novo


Um arquivos pode ser compactado diretamente pelo programa (WinRAR) ou pelo menu de contexto do Windows através do Windows Explorer.

Para compactar um novo arquivo, abra o WinRAR e selecione a pasta na qual o este se encontrar. O arquivo pode ser selecionado de três formas. Através do menu “Arquivo” > “Alterar Drive” (Ctrl+D), pela Barra de Endereço e pelo botão “Alterar Drive” localizado no canto inferior esquerdo da janela do aplicativo. Usando estas opções você pode navegar por todos os Drives (Unidade de Disco) disponíveis no computador e suas respectivas pastas. Veja os exemplos nas figuras seguintes.

  

Para navegar é só selecionar o Drive desejado que as pastas referente a este serão exibidas na Área de trabalho do WinRAR. Após selecionar a unidade de disco, basta clicar duas vezes sobre uma pasta para que a seja exibido seu conteúdo. Quando desejar voltar a uma instância anterior (pasta ou unidade de disco), apenas clique na pasta com o sinal de .. (dois pontos), também pode ser usado o botão “Um nível acima”, localizado ao lado esquerdo da Barra de endereço, pois este tem a mesma função.

  

Com os arquivos selecionados você quatro opções para abrir a janela de compressão do arquivo. São elas: Menu “Comandos” > “Adicionar arquivos para compressão”; Botão “Adicionar” da Barra de ferramentas; menu de contexto com o botão direito do mouse > “Adicionar arquivos para compressão” e pelo atalho Alt + A. Agora que você já sabe os caminhos, vamos em frente, selecione o(s) arquivo(s) desejado(s) e clique no botão “Adicionar” da Barra de ferramentas. Veja que você pode usar qualquer um dos métodos descritos acima. Observe as áreas em destaque da imagem abaixo os locais de abrir a janela de compressão.

  
Com a janela de compressão aberta é só definir o nome desejado para o arquivo ou aceitar o proposto. O nome proposto segue o seguinte padrão: se selecionado somente um arquivos, este vem com o nome do arquivo e, se selecionado mais de um arquivo o nome proposto será o da pasta na qual se encontram. Após definir o nome você pode fazer as configurações devidas, entre elas definir o formato de compactação ZIP ou RAR, conforme aprendemos na Parte 3 deste tutorial e clicar no botão “Ok”. O arquivo compactado será criado, por padrão, na mesma pasta do arquivo de origem. Pronto o seu arquivos já esta compactado.

Criando e Utilizando Perfis


Se você usa diferentes tipos de configurações ao comprimir seus arquivos, certamente teria que fazer uma nova configuração toda vez que fosse comprimir com um padrão diferente. Isso seria muito ruim, no entanto o WinRAR facilita nosso trabalho com os perfis.

Os perfis são conjuntos de configurações salvas para uso posterior. Em vez de ter que configurar formato de arquivo, método de atualização, método de compressão e opções de compressão toda vez que for comprimir um arquivo, basta salvar tudo isso num perfil e abri-lo posteriormente com um simples clique. Se você costuma guardar arquivos em disquete 1.44 Mb ou CD 650 Mb – 700 Mb, pode definir um perfil com estas configurações. Assim não será preciso configurar tudo novamente quando for usar, bastando apenas selecionar o perfil referente à configuração desejada. O WinRAR já trás perfis prontos para volumes de 1.44 Mb e anexo de e-mail. Inclusive, veremos mais na frente como anexar um arquivo ao e-mail.

Para usar um perfil, após abrir a janela de compressão (botão “Adicionar” ou “Alt+A”) que é mostrada na janela abaixo, é só clicar no botão “Perfis...” e selecionar o perfil desejado.

  

Para criar um novo perfil é só abrir a janela de configuração (botão “Adicionar” ou “Alt+A”), fazer as devidas configurações depois clicar no botão “Perfis...” e selecionar a opção “Salvar configurações atuais para um nono perfil...”. A janela “Parâmetros do perfil” será exibida, defina um nome para o arquivo e clique no botão “Ok”. Seu perfil está criado e pronto para ser utilizado.

Pode ser que você queira mudar um nome de um perfil ou mesmo excluí-lo. Para isto selecionar a opção “Organizar perfis...” do botão “Perfis...”.

Através da Janela “Organizar perfis” você pode excluir e editar os nomes dos perfis com os botões disponíveis do lado direito da janela, para isto basta selecionar o perfil a ser editado e usar os botões descritos acima.

  

Comprimindo arquivos pelo menu de contexto


O Windows Explorer é um utilitário do Windows indispensável para navegarmos pelo conteúdo do computador, assim com o navegador da Internet é indispensável ao fazermos uma visita à Web. O W. Explorer tem uma função muito útil para agilizar nossas tarefas, o menu de contexto que é acessado com o botão direito do mouse ou pela tecla correspondente no teclado, localizada geralmente ao lado do Ctrl direito.

Pelo menu de contexto, podemos acessar diretamente as funções de programas associados ao Shell do Windows, sem a necessidade de abri-lo previamente. As funções do WinRAR podem serem acessadas desta forma, para isto basta clicar com o menu direito em qualquer arquivos ou pastas, conforme mostra a imagem abaixo.

  

Existem duas opções de compressão, “Adicionar para o arquivo...” e ‘adicionar para “xxx.rar”’, onde “xxx.rar” é o nome do arquivo ou pasta acompanhado da extensão pré-configurada nas opções de configuração. Com a primeira você abre as opções de compressão e pode mudar conforme o que foi detalhado anteriormente. A segunda faz uma compressão direta, sem exibir diálogos e o nome do arquivo será o proposto. Ambas colocam o arquivo comprimido na pasta de origem e se for uma pasta, o arquivo estará disponível na sua hierarquia superior.

Este método é muito bom, pois não precisamos deixar o navegador de arquivos para compactá-lo.

Compactando e Anexando Arquivos ao e-mail


Muitas pessoas usam o Outlook Express como gerenciador de seus e-mails. Outra coisa bastante utilizada é o envio de arquivos anexados aos e-mails, estes arquivos podem ser aquelas fotos que foram feitas numa viagem, uma planilha do chefe, um documento para alguém, uma apresentação do PowerPoint, entre muitas outras possibilidades. No entanto estes arquivos no seu formato natural ocupam muito espaço e precisaríamos de muito tempo para enviá-los. Outro fator que também ajuda muito é o agrupamento de arquivos, vamos tomar como exemplo as fotos feitas numa viagem. Imagine que tiramos mais de cem fotos, anexar este tanto de arquivo num e-mail seria muito desconfortável, a solução é compactar todos eles num só arquivo, ou em mais, facilitando assim trabalho.

O modo mais rápido e fácil de compactar e enviar arquivos por e-mail, através do WinRAR, é usando o menu de contexto do Windows. Este menu oferece duas opções para anexarmos arquivos ao e-mail, são elas:
  • Comprimir e enviar por e-amil...
  • Comprimir para “xxx.rar” e enviar por e-mail
Estas duas opções funcionam semelhantes às outras duas descritas no tópico anterior, a diferença é que logo após a compressão será aberta a janela edição de e-mail do Outlook, com o arquivo anexado. Para isto é só selecionar o arquivo no Windows Explorer e abrir o menu de contexto com o botão direito do mouse e em seguida clicar em comprimir. A janela do Outlook Express, ou seu programa de e-mail padrão, será exibida conforme a figura abaixo.

  

A janela já trás o arquivo anexado, basta preencher o endereço do destinatário, o assunto, redigir a mensagem e enviá-la. Veja que o tamanho do arquivo vem ao seu lado, no exemplo 168 bytes.

Se por algum motivo o e-mail não for enviado, será exibida uma mensagem de erro que pode ser conferida na imagem abaixo.

  

É bom ressalvar que os arquivos comprimidos por este método não são armazenados na pasta de origem, apenas numa pasta temporária.

Outra coisa a observar é que atualmente existem muitas pessoas que em vez de usar um programa gerenciador de e-mail, usam o WebMail. Este tipo de e-mail é mais fácil de usar porque é acessado diretamente pelo navegador, dispensando configurações adicionais quando se muda de computador, podendo também ser acessado de qualquer lugar.

Para anexar um arquivo comprimido ao WebMail, comprima o arquivo normalmente e utilize a opção anexar arquivo, disponível na opção de redigir mensagem.

Até o próximo tutorial.

Att,

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Licenciatura ou Bacharelado?




A graduação em Educação Física possibilita formações distintas, uma em licenciatura e outra em bacharelado. A seguir, observe as considerações de cada uma delas e seus respectivos campos de atuação.
A licenciatura se destina a formação de professores capazes de identificar o conhecimento presente na área da Educação Física, e saber planejá-lo e aplicá-lo com uma visão de compromisso social, buscando a dignidade do educando enquanto um ser humano produtor de cultura e de história, ao mesmo tempo em que essa história e essa cultura produzidas modificam suas ações.

Para tanto, o aluno da licenciatura deverá ter a oportunidade de entrar em contato com a realidade escolar o mais rápido possível, cumprindo momentos de mapeamento da realidade, corregência e regência de turmas, ao longo de sua formação acadêmica, servindo esta estratégia como um dos momentos de avaliação da estrutura curricular de seu curso, procurando identificar coerência, pontos de convergência e divergência entre o conteúdo programático das disciplinas e a realidade escolar encontrada pelo acadêmico em suas práticas de ensino.

Licenciatura de Graduação em Educação Física ("antiga"): Curso de formação profissional de professor, realizado sob a égide da Resolução CFE nº 3/1987, com duração de 4 anos. Essa legislação possibilitava o oferecimento da Licenciatura plena que habilitava para todos os nichos do mercado de trabalho, por exemplo: educação física em escolas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, clubes, academias, clínicas, spas, acampamentos, hotéis, empresas e todo e qualquer segmento de mercado que abrisse espaço para atuação do Profissional de Educação Física.

Licenciatura de Graduação em Educação Física ("nova"): Curso de formação profissional de professor que habilita unicamente para o Magistério do Ensino Básico, ou seja, aulas de Educação Física para o 1º e 2º Graus (Resolução CNE/CP nº. 1/2002), com tempo de duração de 3 anos e carga horária de 2.800 horas.

O bacharelado em Treinamento Físico e Esportivo se destina à formação de profissionais competentes na área de treinamento físico e práticas esportivas. Nesse sentido, durante o processo de formação profissional são discutidos os problemas da super valorização do rendimento quando leva o corpo humano ao estresse ou a utilização de procedimentos dopantes que, a curto prazo, causarão problemas sérios para esse corpo. Também serão discutidos os benefícios dos programas de treinamento físico-esportivo.

O bacharel deverá estar comprometido com o conhecimento produzido na área de esportes, sabendo aplicar esse conhecimento tanto para equipes quanto para atletas individualmente, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento da ciência do esporte no Brasil.
Bacharelado de Graduação em Educação Física: Curso de formação profissional de Educação Física que habilita para todos os segmentos do mercado de trabalho no campo das atividades físicas e esportivas, exceto no Magistério da Educação Física no Ensino Básico (Resolução CNE/CES 7/2004), por exemplo: clubes, academias, clínicas, spas, acampamentos, hotéis, empresas. Com tempo de duração de 4 anos e carga horária de 3.880 horas - aguardando pela aprovação de Parecer que significaria alteração para 4.200 horas.

Fonte: Portal da Educação Física

quarta-feira, 17 de março de 2010

Primeiros vestígios do boxe no Brasil


   

Boxe Amador
No início do sec. XX, a prática desportiva era quase totalmente desconhecida no Brasil. Os raros esportistas limitavam-se a membros das comunidades de emigrantes alemães e italianos, no Rio Grande do Sul e em Sao Paulo. Foi só com eles que foi introduzida, entre nós, a idéia de competição esportiva entre dois homens ou entre equipes, principalmente em modalidades como natação e canoagem.
Além dessa falta de tradição esportiva, outra característica desfavorecia a introdução do boxe no Brasil: no final do sec. XIX e início do XX, lutar era sempre associado a coisa de capoeiristas e, então, à marginalidade. Esse preconceito era especialmente forte entre os membros da elite dirigente do país.
As primeiras exibições de boxe em solo brasileiro ocorreram naquela época e só reforçaram esse preconceito: foram feitas por marinheiros europeus, que tinham aportado em Santos e no Rio de Janeiro, e naquela época os marinheiros eram recrutados das classes mais humildes.

Em 1913: a primeira lição

Em 1913, travou-se a mais antiga luta de boxe em território brasileiro que ficou documentada. Tratava-se apenas de uma luta de exibição - ou de desafio, não se tem certeza pois os testemunhos da época divergem nesse detalhe - em São Paulo, entre um pequeno ex-boxeador profissional que fazia parte de uma companhia de ópera francesa e o atleta Luis Sucupira, conhecido como o Apolo Brasileiro em razão de seu físico avantajado.
Embora surrado, o nosso Apolo reconheceu que a técnica pode superar a força e tornou-se um grande entusiasta do boxe e seu primeiro grande divulgador. Dado seu prestígio, era médico e filho de conceituada família, seu apoio em muito contribuiu para atenuar o preconceito que já mencionamos.

O boxe é divulgado e legalizado no Brasil

A propaganda de Sucupira entusiasmou alguns jovens que eram membros da tradicional Societá dei Canotiere Esperia, de São Paulo, os quais tentaram incluir o boxe entre as atividades dessa associação; esse esforço durou entre 1914 e 1915, e parece não ter frutificado.
A real divulgação iniciou apenas em 1919, com Goes Neto, um marinheiro carioca que havia feito várias viagens à Europa, onde havia aprendido a boxear. Naquele ano de 1919, Goes Neto retornara ao Brasil e resolveu fazer várias exibições no Rio de Janeiro. Com as mesmas, um sobrinho do Presidente da República, Rodrigues Alves, se apaixonou pela nobre arte. O apoio de Rodrigues Alves facilitou a difusão do boxe: começaram a surgir academias e logo esse esporte ganhou a áurea da "legalidade", de esporte regulamentado, com a criação das "comissões municipais de boxe" em São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Isso tudo, entre 1920 e 1921.
Os primeiros treinadores competentes: início da década dos 20's
Até 1923, os treinadores eram improvisados. A situação só começou a melhorar quando Batista Bertagnolli estabeleceu-se, em 1923, como organizador de lutas no Clube Espéria, de São Paulo. Bertagnolli, que havia aprendido boxe na Europa, muito bem soube usar seus conhecimentos fazendo um controle de qualidade nas lutas realizadas todos os domingos naquele importante clube da Ponte Preta. O reconhecimento do público foi imediato, passando a lotar as dependências do Espéria.
Contudo, a primeira pessoa que hoje seria considerada um treinador foi Celestino Caversazio. A dívida do boxe brasileiro para com Carvesazio é imensa e, se tivermos que apontar sua principal contribuição, diríamos que foi ser professor dos primeiros treinadores importantes do Brasil: os irmãos Jofre, Atílio Lofredo, Chico Sangiovani, etc.
Ainda em 1923, no Rio de Janeiro, foi criada a primeira academia de boxe no Brasil: era o Brasil Boxing Club que muito difundiu o boxe entre os cariocas.
Em 1924: a tragédia Ditão e consequências
Entre 1908 e 1915, o boxeador negro Jack Johnson deteve o cinturão de campeão mundial dos pesados e muito humilhou os brancos que o desafiaram. Uma consequência disso foi os dirigentes americanos proibirem os cinemas de passarem fitas ou noticiários com lutas de boxe. Em 1915, Jess Wilard derrotou Johnson e assim passou o cinturão para a raça branca. A partir daí e, principalmente, a partir de 1919, quando Jack Dempsey - outro branco - derrotou Wilard e passou a fazer defesas de título com públicos de dezenas de milhares de pagantes, os filmes de boxe foram liberados novamente.
Logo esses filmes chegaram nos cinemas brasileiros e despertaram em nossos jovens e empresários do boxe uma imensa ganância. Todos ficaram sonhando com o fácil enriquecimento através do boxe. Jovens que nunca haviam feito nenhuma luta, saiam do interior do país e iam para São Paulo ou Rio de Janeiro com vistas a se tornarem profissionais do boxe.
Foi então que, no final do ano de 1922, Benedito dos Santos "Ditão" iniciou a treinar boxe numa academia de São Paulo. Ditão era um negro de porte gigantesco, enorme aptidão para o boxe e um direto irresistível. Em um par de meses, já no início de 1923, estreiava como profissional e, sem nenhuma dificuldade, derrotou seus três primeiros adversários, todos no primeiro round. Se somarmos o tempo total de luta desses três combates, não chegaremos a três minutos. Era essa a experiência profissional de Ditão.
Como depois relatou o técnico Atílio Lofredo, "Todo o mundo estava enlouquecido de entusiasmo com Ditão; seus três fulminantes nocautes levaram todos a acreditar que nenhum homem do mundo poderia resistir à sua pancada devastadora". Não menor era o entusiasmo dos empresários da época, os quais viram uma chance milionária quando passou pelo Brasil o campeão europeu dos pesados, Hermínio Spalla, que tinha ido até à Argentina enfrentar o legendário Angel Firpo.
Boxe Amador
Rapidamente, foi organizada uma luta entre Ditão e Spalla que rendeu 120 contos de réis, uma fortuna para a época. O início da luta foi quase de encomenda para a platéia: já de saída, Spalla foi derrubado pela potentíssima direita de Ditão. O público foi ao delírio, mas não era por nada que Spalla tinha mais de sessenta lutas com adversários de nível internacional. O italiano levantou-se e a partir do terceiro round iniciou a demolir Ditão. Esse, qual leão ferido, tentou resistir mas acabou caindo no nono round. Teve um derrame cerebral, mas sobreviveu para terminar seus dias como inválido.
Imediatamente após a derrota de Ditão, os jornais iniciaram uma campanha contra o boxe, o que levou o governador de São Paulo a proibir sua prática. Mas não ficou só nisso o impacto da tragédia de Ditão: por quase dez anos, os empresários brasileiros ficaram receosos de trazer boxeadores estrangeiros.

O período de ouro entre 1926 e 1932

Após revogada a proibição, em abril de 1925, o boxe brasileiro voltou a crescer a partir das sementes lançadas pelos primeiro treinadores competentes.
No período que se seguiu, entre os vários lutadores de destaque, o maior ídolo foi o peso leve Italo Hugo, o Menino de Ouro. Entre seus maiores feitos está o nocaute, em primeiro round, sobre o campeão sul-americano dos leves, Juan Carlos Gazala, em 1931.
Em 1932, tivemos novo impasse: a Revolução de 32 paralisou tudo.

Década dos 30's

O acontecimento marcante desse período foi a criação das federações de boxe - carioca, paulista, etc - com as quais se deu condições de os boxeadores profissionais brasileiros disputarem oficialmente títulos internacionais e os amadores poderem participar de torneios e campeonatos internacionais.
Como consequência, já em 1933, fomos pela primeira vez a um campeonato internacional: o Sul-Americano de Boxe Amador, que se realizou na Argentina. A seleção brasileira era composta apenas de cariocas, pois que somente Rio de Janeiro tinha boxe legalizado através de federação.
Tínhamos, contudo, um grande caminho a percorrer. Nessa época, o boxe de nossos vizinhos argentinos, uruguaios e chilenos era tão superior que considerávamos uma façanha perder "apenas" por pontos para um deles...

Época do Ginásio do Pacaembu

Esse ginásio foi criado em 1940 e nele, pela primeira vez, podia-se ver lutas de brasileiros com nível verdadeiramente internacional. Os mais destacados deles foram: Atílio Lofredo e Antônio Zumbano ( o "Zumbanão" ).
Zumbanão foi o primeiro grande astro do boxe brasileiro, imperando absoluto por um longo período: de 1936 a 1950, durante o qual realizou cerca de 140 lutas, mais da metade das quais ganhou por nocaute. Era um peso médio de grande poder de punch e não menor capacidade de esquiva. Verdadeiro ídolo, arrastava multidões ao Pacaembu.

O início do boxe moderno: anos 50's

Esta foi uma nova época de ouro para o boxe brasileiro: grandes espetáculos, nacionais e internacionais, e uma imensa galeria de astros. Um dos elementos decisivos para isso foi a ação do primeiro mega-empresário do boxe brasileiro, Jacó Nahun.
Além de ter lançado alguns dos grandes nomes do boxe brasileiro - como Kaled Curi, Ralf Zumbano e Éder Jofre -, Jacó Nahun conseguiu um intercâmbio com os dirigentes do Luna Park, o maior ginásio de boxe da América do Sul, com o que centenas de boxeadores argentinos vieram lutar no Pacaembu e, posteriormente, no Ginásio do Ibirapuera. Isso foi uma excelente escola que contribuiu decisivamente para o amadurecimento do boxe brasileiro.
Na época, tivemos tantos bons boxeadores que fica até difícil destarcamos alguns deles sem correr risco de fazer injustiça. Por razões de espaço, apontaremos apenas quatro deles os quais se não forem unanimidade certamente estarão em qualquer lista de "os mais importantes da época":

Kaled Curi, o "Beduíno"

peso galo dotado de fortíssima esquerda; frequentemente lutava com adversários de várias categorias acima, sendo que travou muitas lutas verdadeiramente antológicas; como amador, chegou a campeão latino-americano e como profissional foi campeão brasileiro; podia ter ido além se não se envolvesse tanto com questões administrativas das federações e com a promoção de lutas; após parar de lutar, dedicou-se a empresariar boxeadores e promover eventos de boxe profissional.

Ralph Zumbano, o "Bailarino"

peso leve de pouca "pegada" mas estilo, esquiva, técnica e jogo de pernas elogiadas até internacionalmente; teve carreira curta como lutador, passando a treinador de sucesso.

Luis Inácio, o "Luisão"

Talvez, o maior meio-pesado brasileiro de todos os tempos; extremamente popular por seu carisma, suas entrevistas folclóricas, sua velocidade e poder de punch; foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha de ouro nos Jogos Panamericanos ( México 1955 ); como profissional, chegou a campeão sul-americano dos meio-pesados, tendo feito inúmeras lutas internacionais, inclusive com o legendário Archie Moore; sua popularidade acabou sendo sua tragédia: ao subestimar o famoso campeão chileno Humberto Loayza, numa troca de golpes, acabou sofrendo um violento nocaute; como era bilheteria certa, os empresários nem lhe deixaram descansar, continuaram a lhe promover lutas, as quais só agravaram a lesão que havia sofrido; o resultado foi o esperado: Luisão acabou "sonado" ( ficou extremamente sensível a qualquer golpe na cabeça e a exibir sintomas da chamada "demência pugilística" ) passando a ser derrotado por qualquer um, inclusive em brigas de rua com marginais; acabou morrendo como indigente e se tornando mais uma triste lição para o boxe profissional brasileiro.

Paulo de Jesus Cavalheiro

Peso meio-médio, atuando profissionalmente entre 55 e 58. Extremamente carismático, só perderia em popularidade para o Zumbanão. Já era tratado como ídolo nos seus tempos de amador. Tinha grave problema cardíaco que prejudicava muito sua atuação.

A década de Eder Jofre: os anos 60's

Boxe Amador
O maior boxeador brasileiro de todos os tempos nasceu em uma família de pugilistas: tanto por parte do pai ( família Jofre, oriunda da Argentina ) como por parte da mãe ( família dos Zumbanos ). Assim que Éder Jofre, praticamente, nasceu dentro do ringue e desde cedo aprendeu as "manhas" da nobre arte.
Desde muito cedo exibia características que acabaram lhe colocando num lugar de destaque na história do boxe mundial: tinha como principal arma um fortísssimo gancho de esquerda ( vide foto ao lado ), e uma igualmente arrasadora direita; não menos importante era sua grande inteligência que lhe permitia modificar o estilo de luta segundo o adversário.
Estreiou como amador aos 17 anos de idade, em 1953. Em seus quatro anos de competição entre os amadores não conseguiu nenhum título de importância internacional. Seu sucesso só viria explodir como profissional, carreira que iniciou aos 21 anos, em 1956.
Já em 1958 tornou-se campeão brasileiro dos pesos galo. Contudo, o sucesso internacional não foi tão rápido. Para isso foi fundamental o trabalho de seu empresário, Jacó Nahun. Esse, usou sua experiência para construir uma "escadinha" que permitisse Éder fazer um renome internacional e assim poder esperar por uma chance de disputar o título mundial. Essa chance começou a ficar mais próxima em 1960, quando Jacó Nahun conseguiu a inclusão de Éder entre os dez primeiros do ranking de galos da NBA ( a associação que mais tarde deu origem a atual WBA=Associação Mundial de Boxe ). Atingindo esse ponto, Éder trocou de empresário ( Nahun, magoado com a "traição", abandonou o boxe ) e foi lutar nos USA, onde fêz três lutas que melhoraram sua posição no ranking. Ainda nesse mesmo ano de 1960, finalmente, materializou-se a oportunidade de disputa pelo título mundial quando o então campeão mundial dos galos, Joe Becerra, renunciou ao seu título depois de ter causado a morte de seu último adversário. Com isso, no final de 1960, acabou sendo marcada uma luta pelo título vago entre Éder e o mexicano Eloy Sanchez. Éder Jofre precisou de apenas seis rounds para se adonar do cinturão.
Contudo, Éder ainda não havia chegado ao topo, pois a União Européia de Boxe não reconhecia os campeões da americana NBA. Foi só em 1962 que surgiu a oportunidade de uma luta pela unificação dos pesos galo, entre Jofre campeão pela NBA e Johnny Caldwell campeão pela UEB. Essa luta foi travada no ginásio do Ibirapuera, com um público record de 23 000 pessoas. Éder massacrou o irlandês Caldwell e se tornou o undisputed champion dos pesos galo.
Jofre defendeu com sucesso seu cinturão por sete vezes, até 1965, não fugindo de nenhum adversário, por mais perigoso que esse fosse. Contudo, seu maior inimigo crescia a olhos vistos: era seu excesso de peso, que lhe fêz realizar várias lutas muito desidratado e até mal alimentado. Apesar disso, pressionado de vários lados, Éder preferiu não subir para a categoria dos pesos pena. A decisão foi errada: em 1965 foi vencido pelo maior boxeador japonês de todos os tempos, Masahiko "Fighting" Harada. No ano seguinte, o japonês concedeu revanche e venceu novamente. Com isso, Jofre declarou sua aposentadoria. Tinha 10 anos de profissionalismo e estava com 30 anos, o que é considerada uma idade avançada para um boxeador da categoria dos galos.
Como peso galo, Éder Jofre recebeu as maiores distinções: em eleição promovida pela mais conceituada publicação de boxe do mundo, The Ring Magazine, os leitores dessa revista elegeram Éder Jofre como um dos dez melhores boxeadores do século XX; foi o primeiro boxeador não americano indicado para o Hall of Fame do boxe; etc.

poca da penúria: 70's

O sucesso do peso galo Éder Jofre motivou o surgimento de muitos boxeadores brasileiros. Entre esses, os mais destacdos foram:

Servílio de Oliveira

peso mosca de estilo brilhante, golpes e esquivas de precisão milimétrica; por muitos, é considerado o melhor boxeador já surgido no Brasil; estreiou em 1968 nos amadores e já no mesmo ano conseguiu o maior feito do boxe amador brasileiro até então: medalha de bronze nas Olimpíadas; em 1969 estreiou nos profissionais onde atuou até 1971, fazendo várias lutas internacionais, a maioria com boxeadores sul-americanos; em 1971, em luta com um mexicano, sofreu um deslocamento de retina que o deixou praticamente cego do olho direito e o fêz abandonar sua muitísssimo promissora carreira; em 1976, tentou voltar, chegando a fazer algums lutas internacionais, mas na primeira disputa de título, sofreu impedimento médico e abandonou de vez o esporte.

Miguel de Oliveira

iniciou no profissionalismo na mesma época que Servílio e se destacou por ser um peso médio-ligeiro de soco potente, especialmente quando desferia o hook no fígado, e de ser dotado de grande inteligência; em 1973 já tinha 29 lutas e teve sua oportunidade na disputa pelo título mundial pelo CMB; em 1975 teve nova chance, agora com sucesso, arrebantando o cinturão mundial pelo CMB do espanhol José Duran; infelizmente, mal orientado, perdeu o título já na primeira defesa.
O terceiro boxeador importante dessa época foi, novamente, Éder Jofre, que, premido por dificuldades financeiras, voltou a boxear em 1970, agora nos pesos pena. Éder continuou a brilhar e em 1973 conquistou o título mundial do CMB, infelizmente não tão importante quanto o que tinha ganho como galo. Também não teve sorte com seu empresário que acabou deixando-o em inatividade por tempo excessivo o que fêz com que o CMB o destituísse do título. Apesar de não ser mais campeão, ele continou a lutar, sempre invicto até 1976, quando encerrou definitivamente sua carreira, aos 40 anos de idade. Ao longo de sua vida de profissional, realizou 78 lutas, sendo que ganhou 50 por nocaute e teve apenas duas derrotas, ambas por pontos e para o histórico Masahiko "Fighting" Harada.
Assim que, quase simultaneamente, tivemos a aposentadoria de três dos maiores lutadores brasileiros de todos os tempos: Jofre, Servílio e Miguel de Oliveira. Isso e a transmissão dos jogos de futebol pela TV funcionaram como uma ducha fria no boxe brasileiro, que mergulhou num período bastante negro, de ginásios vazios e poucas perspectivas.

O fenômeno Maguila e o ressurgimento do boxe

No início dos anos oitenta, pela primeira vez no Brasil, uma rede de TV ( a TV Bandeirantes ), por iniciativa de seu diretor de esportes ( Luciano do Valle, o qual também atuava como promotor de eventos esportivos, através de sua empresa, a Luque Propaganda, Promoções e Produções ), resolveu investir pesado no boxe, transformando-o em espetáculo de massa.
Os primeiros boxeadores feitos pela TV brasileira, Francisco Thomás da Cruz ( peso super-pena ) e Rui Barbosa Bonfim ( meio-peaso ), tiveram relativo sucesso, mas foi só com Adislon "Maguila" Rodrigues que as transmissões de lutas de boxe pela TV alcançaram absoluta liderança de audiência.
Maguila, com 1,86 metros e cerca de 100 Kg, foi um dos poucos pesos pesados brasileiros. Tinha grandes elementos para ser um ídolo: enorme carisma aliado grande valentia, mobilidade e uma direita demolidora que lhe propiciou nada menos do que 78 nocautes em sua carreira de 87 lutas, a maioria das quais com lutadores europeus, sul-americanos e norte-americanos.
Maguila estreiou como profissional em 1983, tendo Ralph Zumbano como técnico e Kaled Curi como empresário. Em 1986, já no auge da fama, assinou contrato com a Luque e passou a treinar com Miguel de Oliveira que alterou profundamente seu estilo de luta e corrigiu seus defeitos de defesa. Como consequência, em 1989, chegou a ser o segundo colocado no ranking do CMB e em rota de colisão com Mike Tyson, na época, o undisputed champion do mundo.
O grande momento, contudo, nunca ocorreu. Precisou enfrentar dois dos maiores pesados do século XX: Evander Holyfield e George Foreman. Perdeu essas duas lutas e isso lhe tirou não só a chance de disputar o título como o encaminhou para a obscuridade. Para piorar, Maguila aumentou muito de peso, perdendo a forma física. Apesar disso, em 1995, chegou a campeão mundial pela WBF ( Federação Mundial de Boxe ), uma associação que ainda não havia conseguido grande respeitabilidade. Com falta de patrocínio, pouco tempo depois, Maguila foi destituído do título por inatividade.
Com o ocaso de Maguila, também veio o do boxe brasileiro que rapidamente perdeu o enorme espaço que havia tido na televisão.
No final dos anos noventa, surgiu uma nova promessa: Acelino de Freitas, o Popó. Patrocinado pela Rede Globo de televisão, Popó chegou ao título de campeão mundial pelo WBO . Ainda é cedo para avaliarmos a posição que lhe reservará a História.
Fonte: www.cbboxe.com.br
História do Boxe Amador
Como o boxeador AMADOR não luta por bolsas de dinheiro, no amadorismo - ao contrário do boxe profissional - não existe uma proliferação de associações pretendendo o direito de proclamar o verdadeiro campeão e de ditar as regras de luta.
Com efeito, no atual boxe amador temos uma única associação regendo o esporte a nível mundial: a AIBA. Em cada país temos exatamente uma associação nacional que o representa junto à AIBA e que trata da organização e localização dos respectivos campeonatos nacionais e regionais; no caso do Brasil, essa associação é a Confederação Brasileira de Boxe, que trata tanto do boxe amador como do profissional.
Como o boxe amador é um esporte olímpico, a AIBA é filiada ao Comitê Olímpico Internacional e cada associação nacional filiada à AIBA tem de estar filiada ao respectivo Comitê Olímpico Nacional.
As associações nacionais tem de respeitar à risca as regras e decisões da AIBA no que toca aos campeonatos e torneios internacionais. No que toca aos campeonatos e torneios nacionais e regionais, as regras locais não podem ser menos protetoras do que as da AIBA.
O propósito desta página é dar mais detalhes acerca do funcionamento da organização do boxe amador.

As primeiras associações governando o boxe amador

Como seria de se esperar, as primeiras associações organizando e regulamentando competições de boxe de boxe amador tinham jurisdição local a no máximo nacional. A mais antiga delas foi a Amateur Boxing Association ( ABA ), fundada em 1880, em Londres. Logo depois, em 1888, os norte-americanos fundaram a Amateur Sporting Union ( ASU ). No início do século XX, o exemplo foi seguido pela maioria dos países.
No Brasil, as primeiras associações tiveram nível municipal e estadual: Comissão de Boxe do Rio de Janeiro ( 1925 ), Federação Carioca de Boxe ( 1933 ), Federação Paulista de Pugilismo Amador ( 1936 ), Federação Gaúcha de Pugilismo ( 1944 ), etc. A tentativa de uma organização a nível nacional no Brasil iniciou com a Federação Brasileira de Pugilismo ( 1935 ), congregando apenas as federações cariocas, paulistas e mineiras.
Muitas dessas primeiras associações locais ou nacionais ainda existem e outras foram modificadas, isso ocorrendo tanto no Brasil como no exterior. Por exemplo, a Federação Paulista de Pugilismo Amador se transformou na Federação Paulista de Pugilismo, a Federação Brasileira de Pugilismo, em 1941, passou a ser chamada de Confederação Brasileira de Pugilismo e se transformou, já em 1998, na atual Confederação Brasileira de Boxe, que é a organização coordenando todo o boxe amador e profissional no Brasil. No exterior, um exemplo importante é o caso da ASU americana que, em 1978, deu origem à Amateur Boxing Federation ( USA-ABF ) que é quem controla atualmente o boxe amador nos USA.

Controle internacional do boxe amador

A primeira entidade controlando os campeonatos amadores internacionais foi a Federação Internacional de Boxe Amador ( FIBA ), fundada em 1920. Ela, em 1946, deu lugar à AIBA: Associação Internacional de Boxe Amador, a qual continua sendo o organismo máximo do boxe amador. Atualmente a AIBA está sediada em Berlin ( Alemanha ) e congrega quase duzentos países.
Ao longo desses anos, a AIBA tem introduzido várias medidas de proteção aos atletas, como a obrigação do uso de camiseta para esconder os pontos sensíveis do corpo ( 1980 ), o uso do protetor de boca ( 1982 ) e do protetor de cabeça ( "capacete", em 1993 ), além de aperfeiçoar o julgamento das lutas através da introdução das luvas com cor branca na parte de impacto ( 1972 ) e o sistema computadorizado de marcação de pontos ( 1992 ).
Sob as regras, direção e orientação da AIBA são realizados os vários campeonatos e torneios internacionais: o Campeonato Mundial de Boxe e a parte de boxe das Olimpíadas, dos Jogos Mundiais Militares, dos Jogos da Amizade, dos Jogos Pan-americanos, dos Jogos Europeus, etc. A AIBA também designa os árbitros e examina os eventuais protestos e outras questões referentes aos julgamentos das lutas nas competições internacionais.
Nos campeonatos nacionais e regionais também se segue as regras e recomendações da AIBA. Eventualmente, as federações locais precisam compatibilizar as resoluções da AIBA com a legislação de seus países; um exemplo, aqui no Brasil, sendo a compatibilização das regras para competicao em boxe infantil com o Estatuto da Criança e do Adolescente; outro exemplo pode ser dado pelos USA que resolveram reforçar as normas de segurança dos seus boxeadores

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como Ler Mãos


A leitura de mãos, conhecida como quiromancia, é praticada em todo o mundo, com raízes na astrologia indiana e em tradições ciganas. O objetivo é avaliar a personalidade de uma pessoa ou o seu futuro, estudando as linhas da palma de sua mão. Seja você um amador ou alguém que esteja buscando um modo divertido de passar o tempo e impressionar os amigos, aprenda agora como conseguir informações apenas segurando a mão de alguém
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Passos

  1. Escolha uma mão. Tradicionalmente, lê-se a mão esquerda das mulheres e a direita dos homens, mas várias escolas preferem ler a mão não-dominante, que revela informações sobre a persona natural, enquanto a mão dominante revela suas escolhas em termos de como desenvolveu a sua personalidade e os seus talentos.
  2. Identifique as quatro linhas principais.

    (1) A linha do coração.

    (2) A linha da cabeça.

    (3) A linha da vida.

    (4) A linha do destino (nem todos possuem esta).
  3. Interprete a linha do coração. Esta linha pode ser lida em qualquer direção (do mindinho ao indicador ou vice-versa), dependendo da tradição sendo seguida. Acredita-se que ela indique a estabilidade emocional, perspectivas românticas, depressão e saúde cardíaca.
    • Começa abaixo do dedo indicador - contente com sua vida amorosa.
    • Começa abaixo do dedo - egoísta quando se trata de amor.
    • Começa no meio - se apaixona facilmente.
    • Reta e curta - um grande interesse sexual, menor interesse romântico.
    • Toca a linha da vida - coração se parte facilmente.
    • Longa e curva - expressa suas emoções e sentimentos livremente.
    • Reta e paralela à linha da cabeça - bom em lidar com emoções.
    • Ondulada - muitos relacionamentos e amantes, ausência de relacionamentos sérios.
    • Círculo na linha - depressão.
    • Linha quebrada - trauma emocional.
    • Linhas pequenas cortando a linha do coração - trauma emocional.
  4. Examine a linha da cabeça. Ela representa o estilo de aprendizado, comunicação, intelectualidade e sede por conhecimento. Linhas curvas são associadas com criatividade e espontaneidade, e linhas retas são ligadas a praticidade e uma abordagem bem estruturada aos problemas.
    • Linha curta - prefere as realizações físicas às intelectuais.
    • Curva, angulada - criatividade.
    • Separada da linha da vida - aventura, entusiasmo na vida.
    • Ondulada - déficit de atenção.
    • Funda e longa - raciocínio limpo e focado.
    • Linha reta - pensamento realista.
    • Círculo ou cruz na linha da cabeça - crise emocional.
    • Linha da cabeça partida - pensamento inconsistente.
    • Várias cruzes na linha da cabeça - decisões momentâneas.
  5. Avalie a linha da vida. Ela começa perto do polegar e faz um arco em direção ao pulso. Reflete a saúde física, bem-estar e mudanças bruscas na vida (como eventos drásticos, mudanças, ferimentos sérios). O seu comprimento não tem nenhuma relação com a duração da vida.
    • Passa perto do polegar - frequentemente cansado.
    • Curva - muita energia.
    • Longa, funda - vitalidade.
    • Curta e rasa - manipulado por outros.
    • Faz um semicírculo - força e entusiasmo.
    • Reta e perto da borda da palma - cuidadoso ao lidar com relacionamentos.
    • Várias linhas da vida - vitalidade extra.
    • Círculo na linha indica - hospitalização ou ferimento sério.
    • Quebra - mudança brusca de estilo de vida.
  6. Estude a linha do destino. Ela indica o grau em que a vida da pessoa é afetada por circunstâncias externas fora de seu controle.
    • Linha funda - fortemente controlado pelo destino.
    • Quebra e muda de direção - propenso a muitas mudanças na vida devido a forças externas.
    • Começa colada com a linha da vida - indivíduo autodidata; desenvolve suas aspirações cedo.
    • Liga-se a linha da vida no meio - significa um ponto em que o interesse do indivíduo deve se submeter ao dos outros.
    • Começa na base do polegar e cruza a linha da vida - apoio oferecido por família e amigos.
  7. Determine o formato da mão, pois cada formato é associado com características determinadas. O comprimento da palma é medido do pulso ao fundo dos dedos.
    • Terra - Palmas largas e quadradas, pele grossa. O comprimento da palma é igual ao dos dedos.
      • Valoriza solidez e energia, algumas vezes teimoso.
      • Prático e responsável, algumas vezes materialista
      • Trabalha com as mãos, é confortável com o tangível.
    • Ar - palmas quadradas ou retangulares, com dedos longos e punhos protundentes, polegares baixos e pele seca; comprimento da palma menor que o dos dedos.
      • Sociável, falador e esperto.
      • Pode ser superficial, frio.
      • Confortável com o mental e intangível.
      • Faz as coisas de modo diferente e radical.
    • Água - palmas longas e ovais, com dedos longos, flexíveis e cônicos. Comprimento da palma é igual aos dedos, mas menos largo que comprido.
      • Criativo, perceptivo e empático.
      • Pode ser temperamental, inibido e emocional.
      • Introvertido.
      • Faz as coisas de modo quieto e intuitivo.
    • Fogo - palma quadrada ou retangular, pele rosada ou corada e dedos curtos. O comprimento da palma é maior que o dos dedos.
      • Espontâneo, entusiasta e otimista.
      • Algumas vezes egoísta, impulsivo e insensível.
      • Extrovertido.
      • Faz as coisas de modo instintivo e corajoso.


Dicas

  • Algumas vezes, as linhas da mão mudam durante a vida de uma pessoa, e a leitura de mãos é vista por muitos como uma oportunidade de revelar o que já ocorreu, e não como um modo de prever o futuro.
  • Quanto mais flexível a palma da mão da pessoa, mais flexível é a personalidade.
  • Você terá que procurar bem pela linha do casamento, mas concentre-se e vai encontrá-la.
  • Verifique a textura da mão, frente e verso. Mãos suaves significam sensitividade e refinamento, e mãos grossas revelam um temperamento grosso.